sábado, 9 de dezembro de 2017

RESENHA DE VÍDEO


UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO – UFES
ESPECIALIZAÇÃO EM FILOSOFIA E PSICANÁLISE
DISCIPLINA: Freud como Teórico da Modernidade Bloqueada.
MÓDULO III: Atividade:  final: Resenha de Vídeo Aula.
ALUNO: Jacques Antonio Contarini Pereira
PÓLO: Castelo – ES
TUTORACynthia A. Gonçalves

SAFATLE,Vladimir. Freud, Hobbes e o destino do corpo político. IV FÓRUM BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS POLÍTICAS, 2015. Rio de janeiro. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=VZllFKMCHMw>. Acesso em 09.12.2017.
Autor: Jacques Antonio Contarini Pereira
O vídeo mostra a palestra proferida pelo professor Vladimir Safatle, que é professor da faculdade de filosofia da USP, que tem como base a tese defendida no livro que ele lançará com o título “circuitos dos afetos”. Nesse livro, ele relata um discurso sobre a teoria dos afetos, da filosofia política e como é possível a partir de uma reflexão sobre as dinâmicas dos afetos políticos pensar processos de transformação. Na palestra, o professor fala da relação entre Freud e Hobbes e da teoria dos afetos que está fundamentada nos textos de Freud e Hobbes. Esses estão ligados a sistemas de crenças e fantasias, onde estão associados a vida individual do sujeito.
Freud defende a teoria dos afetos, pois ele acredita nessa perspectiva. Ele privilegia os vínculos de autoridade e de poder, e acredita ainda que as referências políticas  do sujeito estão sempre ligadas ao esquema de poder. O palestrante faz referência em sua fala a Michel Foucault e a teoria do poder disciplinar. Ele cita “não há poder sem incorporação, sem encarnação” (Safatle, 2015), esse sempre está ligado a autoridade, classe, estado, etc. Esse poder só é rompido se houver uma quebra dos afetos que esse poder tem sobre o sujeito, ou seja o desamparo.
Hobbes fala do poder que os homens exercem uns sobre os outros, uma eterna guerra, onde todos buscam um lugar de destaque, mas esses querem um governo, pois assim perdem o medo de lutar uns contra os outros. O governo faz com que o sujeito vença o medo e se sinta seguro, pois a única coisa que faz os homens se respeitarem é o medo, e com isso o esfriamento das paixões políticas. O sujeito busca no Estado a proteção e o amparo, e encontra nele essa segurança por meio do medo, pois este através de sua autoridade de coerção se impõe. Dessa forma, a autoridade mantém o poder e o controle de toda a sociedade.
Safatle (2015) fala que “uma política emancipadora em Freud é quase impossível”. Para Freud, o desamparo é o medo, uma forma de angústia de algo encontrado, o desabamento. Afirma ainda que não há política sem identificação com a ideia simbólica do outro, que desestabiliza qualquer vínculo social com o outro.
Freud herda as seguintes visões de mundo: animista, religioso e cientifico. Em seu pensamento, o mundo hoje ainda é marcado pela visão religiosa, essa aparece de uma forma fantasmática, e está presente na nossa vivencia social.
Na palestra cita Freud, a busca por um líder está fundamentada na sua tese baseada no mito do “pai primevo” texto “totem tabu”. O mito relata o poder do líder mais forte que domina os mais fracos para evitar a promiscuidade, e este é morto pelos filhos para ocupar o seu lugar, mas não conseguem viver em comunhão sem um líder e passam a lutar uns contra os outros.  Então, logo percebem que precisariam colocar regras para viver. Dessa forma, entendem a necessidade do “pai primevo”, ao não conseguirem extinguir a figura do “pai primevo”, ele acabou sendo reforçado pela sua ausência e pela falta de um líder, de uma autoridade. O lugar vazio do “pai primevo” é o lugar da democracia representada pela força de poder fantasmagórico. A figura do “pai primevo” é reproduzida em vários tiranos que povoam o nosso mundo. Safatle (2015) cita “o homem Moises e a religião monoteísta”, que Moisés não era judeu, mas sim um egípcio, um líder estrangeiro que introduziu entre seu povo sua religião. Esse líder leva o seu povo ao erro durante a sua caminhada de movimento. Assim no pensamento de Freud todo assassinato sempre remete ao mito do “pai primevo”, que não é diferente em Moisés.
Recomendo esse vídeo a todos os professores e alunos dos cursos de história  e pedagogia do pólo Castelo- ES, pois conhecer o mito de “pai primevo” relatado por Freud,  a teoria dos afetos e o pensamento de Hobbes é alargar os conhecimento no campo da política e da vivência da democracia. E assim entender o comportamento dos nossos lideres políticos nas esferas municipais, estaduais e federais.



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SAFATLE,Vladimir. Freud, Hobbes e o destino do corpo político. IV FÓRUM BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS POLÍTICAS, 2015. Rio de janeiro. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=VZllFKMCHMw>. Acesso em 09.12.2017.


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